Minuta do livro

De Mercado Sul
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Segue a tempestade de ideias sobre a ideia do livro rede sobre ocupações do DF. A ideia é ser colaborativo em rede. Seguem as ideias abaixo para vcs sonharem junto comigo esta ideia...

Estou dividindo uma ideia com vocês, sobre a escrita de um livro colaborativo ou LIVRO-REDE a partir das experiências extraordinárias que tenho conhecido no território. Na verdade é uma forma de se pensar colaborativamente e aproximar, das várias experiências inovadoras e transformadoras do DF, além de dar visibilidade.


Título: #OcupaBrasília: Re - existência da cidade inventada

Manual afetivo da capital do Brasil ou Livro das ocupações

#DireitoàCidade - Porque ocupar é preciso? Direito à cidade...

  • Preconceito, criminalização +200 – 200. Ocupações X Tráfico e engessamento do Estado Como no Movimento Hippie
  • Cidade para as pessoas – A cidade é um espelho de nós mesmos.
  • Barreiras dos projetos e das leis
  • Urbanismo tático: Carol e ocupações (geral)
  • Direito achado na rua
  • Inteligência no território: de baixo para cima
  • Territórios Colaborativos
  • Colonialismo e colonialidade
  • Aspirações coletivas


#Governança #ParticipaçãoSocial

Ocupações na participação e na governança – Rede Sociais Locais do DF, ocupações de espaços de governança

#GuerrilhadoServidorPúblico

#ComunicaçãoColaborativa

#OcupaTecnologiaSocial

Tempo Eco Arte, ITCP

Baobáxia

                      
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A VIAGEM DE MANA

Mana chegou no pé de baobá e sentou numa raiz que saia e voltava na terra, formando um banquinho natural. Abriu a sacola de pano que sempre carregava procurando algo. Era o que Mana costumava fazer sempre que visitava um Mocambo. Enquanto as crianças, como costume, se juntavam em volta do Baobá, Mana arrumava no chão o que carregava da sua ultima viagem.

As crianças começaram logo a ficar curiosas, "o que é isso?!", "pode comer?", "è pro Mocambo?"...

E Mana.. "Isso, se chama chocolate, podem comer, é de cacau orgânico que resistiu aos vírus transgênicos.. ". Enquanto falava, a Mucua que Mana tinha encostado no Baobá, começava a projetar imagens do Mocambo Terra Vista. Uma criança que estava na roda pegou uma vareta de madeira e usou para interagir com as imagens do Baobáxia. De repente um video apareceu contando a história das SOR, Sementes Organicamente Resistentes: "... quando começaram a espalhar-se os vírus transgênicos as únicas plantas que sobreviveram foram nos Mocambos guardiões das SOR, onde as sementes orgânicas mais resistentes eram multiplicadas..."

As crianças eram estasiadas pela descoberta do chocolate e registraram o momento no Abdias, Mucua da Tainã.

Mana seguiu contando histórias por um tempo, com ajuda da sua mucua que enquanto isso sincronizava com a mucua Abdias e recebia as novas informações do Mocambo:

" Recados para Mana:

Tem uma sacola para você no Ateliê, se puder levar para o seu Mocambo. Ah.. Conseguiu trazer aqueles sementes e o tambor que estavam no Navio Mercado Sul? Qualquer coisas pode deixar no espaço de troca.

Boa viagem, pela Rota dos Baobás, Asé!"

Este conto, vem de um futuro possível. O Brasil, hoje potencia econômica mundial, é também berço de povos tradicionais indígenas e afrodescendentes que resistem a seculos a devastação trazida antes pelo colonialismo e hoje pelo capitalismo global. Além do desafio de enfrentar essa poderosa maquina, esses povos compartilham cosmovisões e culturas de pertencimento e manejo da natureza, resguardando valores comunitários tão importantes e tão raros no mundo colonizado de hoje. A luta e a resistência, partindo da questão fundiária e de garantia da posse da terra, se enraíza nas ancestralidades e identidades culturais que permitiram nos seculos, além de preservar a terra, manter e desenvolver os próprios territórios culturais. A Rede Mocambos nasce neste contexto com a proposta de juntar as comunidade fortalecendo a comunicação, através das tecnologias ancestrais e as novas possibilidades do mundo digital. Neste sentido, a Casa de Cultura Tainã, promotora da Rede, já vinha se aproximando do Software Livre e do movimento FLOSS, que na ultima década conseguiu alcançar novos espaços no Brasil, graças as lutas dos movimentos e conquista de mais investimentos públicos, como o programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura. A ideia do compartilhar trazida pelo movimento do software livre se encontra naturalmente com as praticas tradicionais de vida comunitárias e cria novos territórios culturais de experimentação e produção. Os elementos simbólicos e transcendentais são fortemente presentes nesses territórios onde outras dimensões são cultuadas e preservadas, com a dedicação das/os pajés, curandeiras/os, babas e ialorixás. As comunidades da Rede vem se juntando também de forma transcendental pela Rota do Baobás, plantando, com rituais próprios de cada lugar e evocando a luta por um território livre, mudas da arvore africana que representa um elo com o passado e o futuro. Na Rota, tecnologias xamânicas tradicionais, como tambores e maracas, são usados para transcender para outras dimensões. Com a chegada da dimensão digital, cientes das novas possibilidades, buscamos criar uma relação cultural e tecnológica que nos respeite e represente. A Rede Mocambos, desde seus primórdios, tem promovido oficinas de tecnologia livre com foco na produção audiovisual. Veio se delinear a necessidade de melhorar a preservação e o compartilhamento das memorias digitais produzidos já a um tempo pelas comunidades e em conversas, durante os encontros da Rede, chegamos a aprofundar este argumento, esboçando um projeto chamado Tambores, Acervos e Comunicação. Por outro lado começava a experimentação de uma solução técnica que casasse com o requisitos comuns, quais a possibilidade de funcionar sem conexão e/ou com infraestruturas precária. Neste sentido foi inspirador o sistema de pontes rádios usados por algumas comunidades quilombolas de Oriximiná. Os quilombolas marcavam encontro todos os dias, nas estações rádio base das comunidades, para receber e reencaminhar as mensagens, ate chegar as comunidades mais distantes. Baobáxia nasce dessas experiencias e pesquisas propondo uma tecnologia que dialogue com as culturas e praticas tradicionais e aproxime de forma respeitosa ás possibilidades do mundo digital. Baobáxia é um neologismo derivante da "Galaxia de Baobás" já que a tecnologia propõe interligar as memórias de diferentes comunidades. Os nós da rede Baobáxia, são chamados Mucuas, nome do fruto do Baobá, no lugar de "server", nome comum usado nas redes de computadores. Esses frutos mantém as sementes, as memorias digitais. A simbologia além de respeitar e dialogar com o contexto ajuda a definir o tipo de relação que buscamos. Plantar mucuas no lugar de instalar server, ou seja entender a relação com a maquina da mesma forma que as comunidades tradicionais se relacionam as plantas. Cuidar para colher os frutos.. para compartilhar as sementes, no lugar de escravizar para obter lucros.

#OcupaçãoIvençãoCultural

Invenção do mito cultural de Brasília – Tico e Luiz Filipe (Seu Estrelo e Fuá no terreiro)

#OcupaçõesCulturais

Mercado Sul, Vila Cultural 813 Sul

#OcupaCorpo

Ocupação do corpo feminino – Doulas e saúde da mulher (aquela mulher de Sagararana e Mariana, PLP)

#OcupaMobilidadeUrbana

Bicicentos, BikeAnjos, ciclovias

#OcupaJuventude

Jovem de Expressão (Ceilândia), Espaço Cultural Filhos do Quilombo (Ceilândia)

#EmpreendedorismoSocial

Redes de Economia Solidária – Rede Pequi, EcoFeira, Rede de Ecosol (pessoal da Cáritas)

#HortasUrbanas

Coletivos de Hortas Urbanas

#Assentamentos #Agroecologia

Agroextrativismo, Plantas do cerrado... Movimentos de luta pela terra

#OcupaçõesUrbanas #LutaporMoradia #PopulaçãoemSituaçãodeRua Movimento de Resistência Popular

#OcupaComunicação Barão de Iraré, Mamulengos, RadioWeb

#QuadraCriativa

#OcupaFormação

Pedagogia da coloboração, Dragon Dreamming, UniPaz, Formação Gaia, Institutos de permacultura

#OcupaNovosJeitosdeViver

Ecovilas

#OcupaAncestralidadeRaiz

Espaço Waldir Azevedo, Tambor de Crioula de Seu Teodoro (Sobradinho)

#OcupaNatureza

Rio São Bartolomeu Vive, Jardim Botânico, Canela de Ema, coletivos amigos dos parques, Ongs Ambientalistas do DF

#OcupaLiteratura

Poesia e literatura sobre Brasília

#OcupaRefugiados

#OcupaMigrantes